Riscos e ações

Antes de falarmos das hipóteses de riscos e ações a serem tomadas, é importante citar que a região não é muito urbanizada e com isso não contamos com muito apoio de bombeiros, resgatistas, hospitais, etc. Dessa forma, apesar da experiência do velejador, é fundamental fazer tudo de forma simples e segura. Evitar saltos e manobras arriscadas. Obedecer a formação de grupos organizadas pelos guias e aproveitar o velejo de início ao fim.

Situações previstas e ações:
Velejador perdido do grupo (adiantado ou atrasado) Este tópico esta na lista apenas para discussão mas como haverá um guia puxando o grupo e um ou dois guias acompanhando os últimos, essa hipótese estaria descartada.
Problema no kite (estouro de bexiga, rasgo no painel, rompimento de linhas) Caso o velejador consiga chegar em terra, ótimo. Se o velejador teve que ejetar o kite, tentar a manobra de auto resgate tomando o devido cuidado de enrolar as linhas (TODAS) na barra. Caso tenha sido necessário ejetar o segundo estágio do kite, o velejador deve manter a calma e tentar chegar em terra (apoio de guias e companheiros de downwind). O equipamento será recuperado somente após o velejador estar em segurança.
Linha cruzada Caso dois velejadores se enrosquem no trajeto, ambos devem manter a calma. Caso a situação continue sob controle, tentar se desenrolarem. Caso a situação fuja do controle, pode ser necessário ejetar o kite (1 estágio). Pode ser uma boa idéia sair da água para verificar as linhas antes de seguir no downwind.
Cortes em pedras O velejador deve tentar manter a calma, não puxar a barra para não ser arrastado sobre as pedras e tentar verificar a melhor forma de chegar em terra firme. O velejador pode aguardar o carro de apoio que possui um profissional socorrista para avaliar a extensão dos ferimentos e decidir sobre seguir ou deixar o dia de downwind.
Fraturas O velejador deve tentar manter a calma e tentar verificar a melhor forma de chegar em terra firme, considerando que o kite além de poder ser usado para fazer o bodydrag até um local seguro, também pode ser usado como bóia (autoresgate). O velejador deve aguardar a chegada dos instrutores/guias que providenciarão contato com o carro de apoio com o socorrista que providenciará a melhor forma de condução da ocorrência (estabilização e transporte para unidade de saúde mais próxima).
Importante Caso um velejador queira auxiliar um outro colega no downwind, só o faça se estiver realmente certo do que está fazendo. Caso não esteja completamente seguro, fique próximo do colega do downwind marcando sua posição até que um dos guias aproxime-se e preste o auxílio necessário.